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Guia Automóvel
Carro roubado: o que fazer nas primeiras horas
Descobrir que o carro foi assaltado ou desapareceu é uma situação stressante para qualquer condutor. Em Portugal, a GNR e a PSP têm alertado para furtos em veículos com maior incidência em períodos de lazer e zonas de maior afluência turística, sobretudo junto à orla costeira e em parques de estacionamento.
Nos primeiros minutos após perceber que o veículo desapareceu ou que existem sinais de arrombamento, é normal sentir ansiedade. Ainda assim, agir rapidamente e pela ordem certa pode ajudar a aumentar as hipóteses de recuperação do veículo e facilitar o processo junto da seguradora.
Veja os passos essenciais a seguir em caso de carro roubado, furto no interior do veículo ou danos provocados por arrombamento.
O que fazer se descobrir que o carro foi roubado?
Antes de assumir que o veículo foi efetivamente furtado, o primeiro passo é confirmar que não foi removido pelas autoridades. Em algumas situações, um automóvel estacionado em local proibido ou que dificulte a circulação pode ser rebocado pela PSP ou pela GNR. Um contacto para estas autoridades permite confirmar rapidamente se o veículo foi removido e para que parque foi encaminhado.
Caso se confirme que o veículo não foi rebocado, deverá apresentar participação do roubo o mais rapidamente possível junto das mesmas autoridades. A participação pode ser feita presencialmente numa esquadra da PSP ou posto da GNR. Em alguns casos, também pode ser apresentada através do Portal da Queixa Eletrónica, que inclui categorias como furto, roubo e dano.
Se o crime ainda estiver a decorrer, se existir perigo imediato ou se houver violência, contacte o 112. Caso contrário, confirme primeiro junto da PSP ou da GNR se o veículo foi rebocado e, se não tiver sido removido pelas autoridades, apresente participação por furto ou roubo.
Depois da participação criminal, deve contactar a seguradora, idealmente nas primeiras 24 horas. Quanto mais cedo a situação for comunicada, mais rapidamente poderá ser iniciado o processo de averiguação e eventual indemnização, caso a apólice inclua cobertura para furto ou roubo.
Se o automóvel estiver associado a um contrato de crédito automóvel ou leasing, é igualmente importante informar a entidade financeira, uma vez que continua a existir um contrato em vigor enquanto o processo decorre.
Se o veículo não for recuperado, poderá ser necessário tratar do cancelamento da matrícula junto do IMT. Este pedido pode ser feito quando o automóvel esteja desaparecido e a sua localização seja desconhecida há mais de seis meses, mediante apresentação do auto de participação às autoridades policiais.
Ao apresentar a participação e comunicar o sinistro, é aconselhável ter consigo documentos como o Documento Único Automóvel, identificação pessoal, carta de condução, número da apólice de seguro e, sempre que possível, uma cópia da participação efetuada às autoridades.


O seguro cobre um carro roubado?
Uma das dúvidas mais frequentes após um carro roubado diz respeito ao seguro. E a resposta depende das coberturas contratadas. O seguro obrigatório de responsabilidade civil não indemniza o proprietário em caso de carro roubado, porque cobre danos causados a terceiros.
Para existir proteção nesta situação é normalmente necessária uma cobertura de danos próprios que inclua furto ou roubo. Mesmo com cobertura de furto ou roubo, a apólice pode prever exclusões, franquias, prazos de averiguação e regras específicas para cálculo da indemnização. Por isso, deve confirmar as condições particulares do contrato antes de assumir que o seguro cobre todos os prejuízos.
O que fazer em caso de furto no interior do veículo?
Nem todos os crimes envolvem o desaparecimento do veículo. Muitas vezes, o automóvel permanece estacionado, mas apresenta um vidro partido, fechaduras danificadas ou sinais de arrombamento, acompanhados pelo furto de objetos deixados no interior.
Nestes casos, o procedimento também deve começar pela apresentação de uma participação criminal junto da PSP ou da GNR. Este documento será normalmente indispensável para acionar qualquer cobertura do seguro.
Antes de remover objetos, limpar o interior ou reparar danos, fotografe o estado do veículo, incluindo vidros partidos, fechaduras danificadas, portas forçadas e objetos em falta. Se o carro não estiver em condições de circular em segurança, contacte a assistência ou a seguradora antes de o deslocar.
De seguida, contacte a seguradora para perceber exatamente o que está abrangido pela sua apólice. Embora algumas coberturas incluam a reparação dos danos provocados no veículo, muitas apólices não indemnizam objetos pessoais deixados no interior, como computadores, malas, telemóveis ou equipamentos fotográficos.
Quanto mais cedo iniciar este processo, mais simples será a gestão do sinistro.
Como reduzir o risco de roubo ou furto no interior do veículo
Embora seja impossível eliminar totalmente o risco, alguns cuidados reduzem significativamente a probabilidade de o veículo ser alvo de furto ou assalto.
Evite deixar mochilas, computadores, carteiras, malas, óculos de sol, telemóveis ou sacos de compras visíveis no habitáculo. Mesmo uma paragem curta pode ser suficiente para ocorrer um furto.
Sempre que possível, privilegie parques de estacionamento vigiados ou bem iluminados, sobretudo durante o verão e em zonas com maior afluência turística, como o Algarve, Lisboa ou Porto. Estacionar em locais isolados ou pouco movimentados aumenta o risco de criminalidade.
Também é aconselhável manter cópias digitais dos documentos do veículo, conhecer o número da apólice de seguro e guardar esses elementos fora do automóvel. Em caso de incidente, estes documentos permitem agir muito mais rapidamente.
Entre os erros mais frequentes estão adiar a apresentação da queixa, não fotografar os danos antes da reparação, desconhecer as coberturas do seguro ou não conseguir aceder rapidamente aos documentos necessários.
Xtracars: burocracia deixa de ser uma preocupação
Um roubo ou um assalto ao veículo nunca deixa de ser uma situação desagradável. No entanto, quando conduz um automóvel em regime de subscrição Xtracars, uma das maiores preocupações associadas ao roubo desaparece: a perda financeira do veículo.
Como a propriedade do automóvel não recai sobre o condutor, não existe a responsabilidade de suportar o valor de um bem que deixa de existir. Em caso de roubo ou danos provocados por um assalto, a equipa da Xtracars acompanha todo o processo, orienta os procedimentos necessários e ajuda na articulação com as entidades envolvidas, evitando que tenha de enfrentar sozinho toda a burocracia.
Se procura conduzir com mais tranquilidade e menos burocracia, conheça a subscrição automóvel da Xtracars e descubra uma forma simples de ter carro com seguro, assistência e manutenção incluídos.
