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Simulador de crédito automóvel e o verdadeiro custo de ter carro
Encontraste o carro, já sabes aproximadamente quanto queres gastar e chega a pergunta inevitável "quanto vou pagar por mês?”
É normalmente nesta fase que entra um simulador de crédito automóvel. Ao introduzires alguns dados, consegues ter uma estimativa da prestação e perceber se o financiamento cabe, ou não, no teu orçamento mensal.
Mas há uma diferença importante entre saber quanto custa o crédito e saber quanto te vai custar ter aquele carro. Um simulador pode ajudar-te a fazer a primeira conta. Para tomar uma decisão financeira mais completa, convém fazer também a segunda.
O que calcula um simulador de crédito automóvel?
Um simulador de crédito permite estimar o custo de financiar a compra de um veículo. O próprio Banco de Portugal disponibiliza um simulador de crédito automóvel aos consumidores para calcular, entre outros elementos, a prestação mensal e o custo total do crédito.
As simulações são indicativas e não substituem as condições apresentadas posteriormente pela instituição financeira. O resultado depende de vários fatores.
O primeiro é o preço do automóvel. Depois, entra em jogo a eventual entrada inicial. Quanto maior for o montante que pagares no início, menor será, à partida, o valor que precisas de financiar.
Segue-se o prazo do crédito. Distribuir o financiamento por mais meses pode reduzir a prestação mensal, mas não significa necessariamente pagar menos no total. Pelo contrário, um prazo mais longo pode aumentar o montante pago em juros.
Também é fundamental olhar para as taxas apresentadas. A TAN (taxa anual nominal) representa os juros associados ao empréstimo. Já a TAEG (taxa anual de encargos efetiva Global) procura refletir o custo total do crédito e inclui não só os juros, mas também encargos como comissões, impostos e determinados seguros exigidos para a contratação.
Por isso, se estiveres a comparar duas propostas, não olhes apenas para a TAN ou para a prestação mensal. A TAEG permite uma comparação mais completa entre créditos com condições semelhantes.
Há ainda outro indicador importante, o MTIC (montante total imputado ao consumidor). É o valor global que vais pagar pelo empréstimo, juntando o capital financiado aos juros, comissões, impostos, seguros e restantes encargos abrangidos.

A prestação mensal do simulador de crédito automóvel não conta a história toda
Imagina que ao usar um simulador de crédito automóvel o resultado é uma prestação de 400 euros por mês. É tentador concluir que o carro te custa 400 euros mensais.
Mas não é bem assim. A prestação diz-te quanto estás a pagar pelo financiamento. Continuas a ter outras despesas associadas ao facto de seres proprietário de um automóvel.
O seguro é uma delas. Depois existem revisões e manutenção, pneus, eventuais avarias e reparações, inspeção periódica quando aplicável e o Imposto Único de Circulação. O IUC é um imposto anual devido pelos veículos matriculados ou registados em Portugal.
Há ainda um custo menos visível porque não aparece todos os meses na conta bancária: a desvalorização do carro. Um automóvel tende a perder valor ao longo do tempo. Por isso, quando pensas no custo de ter carro, deves também considerar a diferença entre aquilo que pagaste e o valor pelo qual poderás eventualmente vendê-lo.
Nenhuma destas despesas torna o crédito uma má escolha. Significa apenas que uma prestação isolada não deve ser usada como sinónimo do custo mensal de mobilidade.
Como comparar o custo real de ter carro?
Em vez de perguntares apenas "qual é a prestação?”, experimenta pensar em quanto te custa ter aquele carro disponível todos os meses. Imagina este cenário meramente ilustrativo: um automóvel custa 25.000 euros. Dás uma entrada inicial de 5.000 euros e financias os restantes 20.000 euros durante cinco anos. Com uma determinada taxa de juro, a prestação poderia, por exemplo, ficar próxima dos 400 euros mensais.
Mas, para perceberes o impacto real no orçamento, ainda terias de acrescentar seguro, manutenção, pneus, impostos, inspeções e uma margem para eventuais reparações. A comparação poderia ser pensada desta forma:
- No crédito automóvel, a mensalidade corresponde à prestação do financiamento. A esse valor somam-se, normalmente, outras despesas associadas à utilização e propriedade do veículo, como seguro, manutenção, pneus, IUC, inspeções e eventuais reparações. Em contrapartida, estás a financiar um automóvel que ficará a ser teu e que poderá conservar algum valor de revenda, ainda que sujeito à desvalorização ao longo do tempo.
- No aluguer por subscrição, a lógica é diferente. A mensalidade corresponde à utilização do automóvel durante determinado período e tende a concentrar vários serviços num único valor. No caso da Xtracars, estão incluídos serviços como seguro, manutenção, assistência em viagem e substituição de pneus, de acordo com as condições contratadas.
Isto significa que comparar apenas uma prestação de crédito com uma mensalidade de subscrição pode ser enganador. No primeiro caso, estás a financiar a compra de um bem e tens outros custos associados à sua propriedade. No segundo, estás a pagar pelo uso do carro e por um conjunto de serviços incluídos.
Por isso, a comparação mais útil não é simplesmente perceber qual das duas mensalidades é mais baixa, mas sim analisar o custo total de mobilidade, o período durante o qual precisas do carro e o nível de compromisso que estás disposto a assumir.
Prestação mais baixa significa melhor negócio?
Nem sempre. Se comparares dois créditos apenas pela mensalidade, o financiamento com o prazo mais longo pode parecer mais interessante. Mas podes acabar por pagar mais pelo crédito ao longo de todo o contrato.
É precisamente por isso que o Banco de Portugal recomenda a comparação das propostas através da TAEG e do MTIC, além de avaliar o impacto da prestação no orçamento.
Antes de decidires, pergunta quanto vais financiar, quanto vais pagar no total e durante quanto tempo ficarás comprometido com essa despesa. E depois acrescenta outra pergunta: durante quanto tempo precisas realmente daquele carro?
Se procuras um automóvel para muitos anos e valorizas a propriedade, comprar com recurso a crédito pode fazer sentido. Mas se a tua necessidade é temporária, muda com frequência ou simplesmente não queres assumir um financiamento de vários anos, vale a pena comparar outras formas de mobilidade.

Crédito automóvel ou subscrição de carro?
Não existe uma resposta igual para todas as pessoas. O crédito pode ser mais adequado para quem quer comprar um automóvel, pretende utilizá-lo durante vários anos e aceita assumir os custos e responsabilidades associados à propriedade.
Já o aluguer por subscrição responde a uma lógica diferente: pagar pela utilização do veículo durante o período em que precisas dele.
Na Xtracars, podes fazer uma reserva 100% digital e escolher um período entre 1 e 12 meses. A mensalidade inclui seguro contra terceiros e cobertura de danos próprios sujeita a franquia, assistência em viagem, viatura de substituição, manutenção e revisões.
Não há uma entrada inicial para financiar a compra nem tens de calcular separadamente grande parte dos custos associados à manutenção do automóvel. Isto torna a despesa mensal de mobilidade mais previsível, sobretudo quando precisas de carro durante alguns meses e não queres comprometer-te com a aquisição de um veículo.
Antes de escolher, compara mais do que a mensalidade do simulador de crédito automóvel
Um simulador de crédito automóvel é um bom ponto de partida. Ajuda-te a perceber quanto poderás pagar mensalmente pelo financiamento e qual o custo do crédito, mas não deve ser o ponto de chegada.
Antes de decidir, junta à prestação os restantes custos de ter um carro e pensa no período durante o qual realmente precisas dele. Depois, compara esse cenário com alternativas em que vários desses encargos já estão concentrados numa única mensalidade.
Se procuras flexibilidade, podes descobrir como funciona o aluguer por subscrição da Xtracars e comparar o custo de ter um carro durante o tempo de que realmente precisa.

